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NOTÍCIA

Estresse térmico em vacas leiteiras pode impactar na produtividade

O Brasil é um país tropical, onde as temperaturas costumam ser mais altas, mas com a proximidade do verão elas sobem ainda mais. Isso causa um estresse térmico nas vacas leiteiras, ocasionado pelo aumento na temperatura interna do corpo dos animais.

O resultado é um impacto negativo na produção que, em algumas propriedades pode baixar em 30% a produtividade, de acordo com dados da Embrapa Gado de Leite.

“Estamos enfrentando uma época de muito calor, então minha dica para o produtor é controlar o estresse térmico em vacas leiteiras e controlar o estresse que pode estar ocorrendo na propriedade por falta de nutrição. Existe um pensamento: eu vou colocar um pouco menos de trato porque isso depois a vaca vai produzir, talvez não vá compensar se eu tratar dela corretamente e isso vai causar estresse”, destaca Jonathas Bonaldo, Médico Veterinário da Nutrimais Saúde Animal.

Para ele, o que puder ser feito para compensar um pouco a dieta, que é deficitária, para a vaca vai ser um bom negócio.

CONTROLE LEITEIRO É EFICAZ PARA SELECIONAR AS VACAS DENTRO DA PROPRIEDADE

“Por isso trabalhamos com um produto a base de Prebióticos, Probióticos e Levedura, que é o +Leite. Isso vai ajudar o pecuarista, nessa época do ano. Em alguns pontos tem a escassez de pastagens, onde, às vezes, o volumoso não está de boa qualidade e vamos conseguir fazer essa vaca melhorar a absorção. Se eu tenho uma vaca, que está se nutrindo bem, com certeza ela vai transmitir isso para a produção de leite”, relata Jonathas.

Outros problemas podem surgir como distúrbios metabólicos, com menos consumo de alimentos, perda de peso e até baixa no sistema imunológico.

E mais, algumas pesquisas apontam que um volume maior de leite é produzido, quando a vaca está deitada, mas com o estresse térmicos em vacas leiteiras, elas passam mais tempo de pé.

O superaquecimento dos bovinos inicia em temperaturas a partir dos 31°C, segundo relatos de pesquisadores da Embrapa – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. 

Em geral, as raças zebuínas, como Gir e Guzerá, que apresentam maior capacidade de transpiração, são mais resistentes ao calor, correndo menos risco de sofrer com o estresse térmico em vacas leiteiras.

Estresse térmico em vacas leiteiras

Para evitar a baixa na produtividade, é preciso saber identificar os sinais que apontam o estresse térmico em vacas leiteiras.

Fique atento para alguns sinais que apostam o desconforto dos animais:

  • Aumento do suor;
  • Aumento intenso da respiração;
  • Os animais ficam com a boca aberta e a língua para fora;
  • Diminuição do consumo de matéria seca;
  • Aumento da ingestão de água; e
  • As vacas preferem ficar em pé, ao invés de deitadas, nas horas mais quentes do dia.

Como diminuir o estresse térmico em vacas leiteiras

Algumas ações são capazes de auxiliar na diminuição do estresse térmico em vacas leiteiras.

Veja como ajudar o seu rebanho a ter mais qualidade de vida nos dias quentes:

  • Em sistema silvipastoril, que há a integração entre pastagens e árvores, as temperaturas ficam mais amenas, com grandes áreas de sombra, o que proporciona mais bem-estar para as vacas leiteiras;
  • Reduzir o volume da alimentação, oferecendo mais vezes ao dia em menor quantidade e horários onde o sol está mais fraco, também pode ajudar;
  • Animais criados em pasto devem ficar menos tempo na chamada sala de espera da ordenha, um local que costuma ser quente, isso irá diminuir o estresse térmico das vacas leiteiras;
  • Para vacas em confinamento existe a opção de instalar ventiladores e aspersores nos espaços, que melhoram a umidade do ar e deixam a temperatura mais agradável;
  • Ofereça água em abundância e de fácil acesso, especialmente após a ordenha e nos períodos mais quentes do dia. O bebedouro não precisa ser necessariamente grande, mas ter um fluxo contínuo de água;
  • Sempre que possível, diminua a distância de descolamento dos animais, seja para a alimentação ou ordenha;
  • Os cochos para a alimentação devem ficar em locais de sombra e serem sempre limpos, assim diminui o estresse térmico em vacas leiteiras, que se alimentam com mais conforto;
  • E, sempre que tiver que realizar a lida com os animais, seja por vacinação, inseminação ou pesagem, escolha os horários menos quentes.

Fonte: Nutrimais; Rehagro; Pasto Extraordinário; e Summit Agro.