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NOTÍCIA

Mercado pecuário no Brasil: Produção é referência mundial

Dentro da cadeia produtiva do agronegócio, a pecuária é um dos principais pilares, sendo inegável a importância do mercado pecuário no Brasil.

Para 2022, os analistas do CiCarne – Centro de Inteligência da Carne Bovina, junto com a Embrapa – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, acreditam em um cenário positivo.

É esperado um crescimento das exportações de carne bovina, especialmente para a Ásia, que é o principal mercado. 

Mesmo depois de alguns desafios que se apresentaram em 2021, inclusive com a suspensão das importações pela China, por conta de casos atípicos de vaca louca, o mercado deve voltar a se estabilizar e crescer.

Em 2021, de acordo com a Abrafrigo – Associação Brasileira dos Frigoríficos, o Brasil movimentou 1.867.594 toneladas, gerando uma receita de US$ 9,236 bilhões.

Já as exportações totais de carne bovina tiveram queda de 7% no volume e crescimento de 9% na receita, quando comparado com 2020.

Os números da ABPA – Associação Brasileira de Proteína Animal mostram que, em 2021, a indústria de proteína animal produziu 14,3 milhões de toneladas de carne de frango; 4,7 milhões de toneladas de suínos e 54 milhões de ovos.

A força da pecuária pode ser vista nos quatro cantos do país, enquanto os bovinos estão mais concentrados no Centro-Oeste, Sudeste e Sul, caprinos e muares tem criação maior no Nordeste.

Sudeste e Sul também abrigam a maior quantidade de suínos; e ovinos são mais comuns no Nordeste e Sul.

Isso mostra a diversidade da pecuária brasileira e o quanto ela impacta a economia nacional como um todo.

Mercado pecuário no Brasil

Embora a produção de gado de corte tenha como principal produto a carne, a atividade pecuária ultrapassa essa barreira.

Leite e laticínios, couro, lã e até mel são produtos gerados. Afinal, define-se como pecuária a criação de animais de diferentes espécies para fins comerciais e de consumo, inclusive os derivados gerados por eles.

Apesar de algumas oscilações, o Brasil muitas vezes aparece como o mantenedor do maior rebanho bovino do mundo.

E se a produção é alta, a exportação não fica muito atrás, sendo mundialmente o segundo maior exportado de carne.

O parque industrial da pecuária tem capacidade para abater, aproximadamente, 200 mil bovinos diariamente.

Quando se fala em geração de emprego, estima-se que 1,6 milhões de pessoas trabalhem na pecuária.

Investir em um rigoroso controle de qualidade é valorizar o seu cliente

Mais do que isso, os números mais recentes mostram que um terço dos postos de trabalho brasileiro está ligado à cadeia produtiva do agronegócio, onde se enquadra a pecuária.

Em 2020, segundo levantamento da Forbes, a JBS aparecia em primeiro lugar no ranking de empresas diretamente ligadas à pecuária.

A carne brasileira é aceita em várias outras partes do mundo, já que aproximadamente 150 países recebem o que é produzido por aqui, e isso se deve a excelência do que é ofertado.

O sabor, a consistência e o compromisso com as normas sanitárias fazem toda a diferença. O mundo todo conhece a história de vacinação e combate à febre aftosa que acontece no Brasil.

E agregado a isso está à preocupação com o bem-estar dos animais, que graças à área de terra disponível, em sua grande maioria é criado solto, evitando que o estresse afete a qualidade final do produto.

Desafio

A alta dos custos foi uma questão que assustou os pecuaristas em 2021, porque impactou no valor da terminação dos animais, fazendo o preço subir e o mercado recuar.

A seca e os altos preços de fertilizantes, que inflacionaram a produção de alimentos para o gado, é outro fator que tumultuou o mercado pecuário.

Junto a tudo isso, o que se viu foi algo inesperado, a falta de animais para abastecer o mercado doméstico.

Mas os especialistas se mostram otimistas para 2022, seja no mercado interno como no externo, ainda que o preço dos insumos continue em alta, assim como dos bezerros de reposição.

Para que a pecuária siga mostrando sua importância no mercado brasileiro, é preciso vencer alguns desafios que estão diretamente ligados à produtividade.

Entre eles está o de conseguir ampliar a criação, diminuindo os impactos que a atividade causa ao meio ambiente.

Buscar alternativas como a de plantar florestas junto com o pasto, ao invés de devastar grandes áreas para revertê-las em pastagens, pode ser uma solução, que além de sustentável, a médio e longo prazo gera renda para o pecuarista com a comercialização da madeira.

E não tem como fugir da necessidade de intensificar a produção pecuária, pois existe demanda mundial por carne, e ela tende a crescer.

Autoridades do setor, pecuaristas e profissionais que atuam no segmento precisam se aliar em busca de possibilidades.

Apenas uma ação estratégica e conjunta vai ser capaz de encontrar esse equilíbrio entre abastecimento e meio ambiente, e assim garantir que o mercado pecuário siga como de grande importância no Brasil.

Fontes: Canal Rural; Forbes; Acrimat; Revista Agropecuária; e CPT Cursos.